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Equipes da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc), da Polícia Civil, cumpriram mandados judiciais em Foz do Iguaçu, na manhã de sexta-feira (4), durante a Operação Catulus, deflagrada para desarticular um grupo ligado ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
As ordens foram executadas em imóveis localizados nos bairros Alto da Boa Vista, Três Lagoas e Três Bandeiras, onde foram apreendidos documentos e diversos materiais, que serão submetidos à análise. Além dos itens recolhidos, foram bloqueados mais de R$ 3 milhões em bens dos investigados, entre imóveis, veículos e valores mantidos em contas bancárias.
O nome da ação significa cachorro em Latim e remete a um estabelecimento de petshop, que era usado como fachada para a lavagem dos capitais proveniente das atividades ilícitas.
As investigações que levaram a operação tiveram início em novembro de 2023 após a apreensão de 1.718 quilos de maconha, em uma chácara situada no Alto da Boa Vista. Na ocasião também foram recolhidas duas vans com placas paraguaias, um automóvel Gol e uma Fiat Toro.
No decorrer das apurações foi identificado que o proprietário do imóvel utilizava o espaço como depósito e os lucros obtidos com o tráfico eram usados para adquirir bens de alto valor, em nome próprio e de terceiros, com contratos feitos com valores reduzidos e pagos em dinheiro vivo com o objetivo de ocultar a origem ilícita do patrimônio.
De acordo com a polícia, foram identificadas movimentações superiores a R$ 6 milhões em contas bancárias dos suspeitos, sem justificativa de origem. Parte desses valores foi fracionada em depósitos inferiores ao limite de rastreamento, somando mais de R$ 660 mil.
Mesmo com esse padrão de vida, os criminosos receberam benefícios sociais do Governo Federal entre 2020 e 2023, totalizando R$ 6.620,00. Entre eles, Auxílio Emergencial, Auxílio Brasil, Bolsa Família, Benefício Primeira Infância e Auxílio Gás.
fronteira/gdia